A idéia do Terminal de Containers nasceu no início dos anos 80, quando a indústria fumageira apresentou-se interessada na utilização da hidrovia para exportação de seus produtos com destino ao Porto de Rio Grande.
Entre 1981 e 1984, inúmeras reuniões foram realizadas com o Sindicato da Indústria do Fumo - SINDIFUMO, armadores e transportadoras no sentido de viabilizar a implantação do terminal. Contudo, todas as tratativas esbarravam tanto na falta de equipamento portuário adequado às operações com container quanto nas altas taxas do seguro incidentes sobre as mercadorias transportadas através da navegação interior.
Para
solucionar o problema de eq ipamento, a administração portuária estudou
alternativas que incluíam desde a transferência de um guindaste do Porto de Rio
Grande até a construção de um pórtico, passando inclusive pela hipótese de
locar um auto-guindaste.
Considerando
que todas estas opções demandavam investimentos significativos, sem que se
tivesse a respectiva garantia de movimentação, os recursos necessários ao
projeto não se viabilizavam. Em 1988 o assunto volta a ser discutido.
Entretanto,
devido aos mesmos problemas citados anteriormente, o projeto novamente não se
viabilizou, embora, na ocasião, tenha sido contratado e elaborado o projeto
executivo da implantação de uma ponte rolante. Em 1996, na busca de novas
alternativas de movimentação, a Administração do Porto volta a investir no
projeto do Terminal de Containers, tendo em vista o grande incremento
verificado, a nível mundial e brasileiro, na movimentação de contêineres tanto
por parte dos exportadores quanto dos importadores, fazendo crescer
significativamente o potencial de usuários. A partir desta afirmativa, o Porto
Fluvial de Estrela realizou um levantamento do potencial de carga
containerizada, num raio de 150 Km a partir de Estrela, excluindo o Vale dos
Sinos, por não apresentar viabilidade em termos de logística. Num segundo
momento, a Administração do Porto procurou o Sindicato das Empresas da
Navegação Fluvial e Lacustre do Rio Grande do Sul - SINDARSUL, que manifestou
interesse no estabelecimento uma rota fixa no trecho Estrela / Rio Grande /
Estrela.
Assim sendo, a
Administração do Porto passou a procurar o equipamento adequado a movimentação
de contêineres, tendo conseguido autorização para transferir um guindaste
apropriado para a operação localizado no Porto de Santos que, devido a
privatização de um de seus terminais, havia desativado este equipamento.
Em novembro de
1997 é assinado em Estrela um Protocolo de Intenções entre o Ministério dos
Transportes, Prefeitura Municipal, Porto Fluvial de Estrela e o SINDARSUL,
viabilizando não só a transferência do guindaste, como o de uma empilhadeira
para contêiner do Porto de Santos. Os referidos equipamentos chegam ao Entroncamento Rodo-Ferro-Hidroviário
de Estrela em julho de 1998. Após a montagem e revisão, os mesmos passam por um
período de testes.
Em 21 de
setembro de 1998, com as presenças do Ministro de Estado dos Transportes e do
Governador do Estado do Rio Grande do Sul, é inaugurado o Terminal de Container
do Porto Fluvial de Estrela / Tecon-Estrela, o primeiro terminal fluvial de
containeres do Brasil.
Objetivando disponibilizar mais um serviço de relevante
interesse dos usuários, a Administração do Porto Fluvial de Estrela busca junto
a Receita Federal o alfandegamento de suas instalações portuárias. Após um
longo processo para atender as exigências físicas e legais, o Superintendente
Regional da Receita Federal na 10º Região Fiscal, em 15 de setembro de 2000,
assina o Ato Declaratório nº 44 alfandegando as instalações do Porto Fluvial de
Estrela. Assim, o Entroncamento Rodo-Ferro-Hidroviário de Estrela passa a ser o
primeiro terminal fluvial do Brasil apto a operar no sistema SISCOMEX.
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